Virgem Suta

Artistas e Bandas Nacionais

Virgem Suta

Biografia

Ainda há histórias de amor, e os Virgem Suta sabem-no bem. Num encontro ocasional, daqueles que poderiam nunca ter acontecido se algum deles se tivesse enganado num cruzamento, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo esbarraram um no outro e calhou casarem bem. Musicalmente, isto é. Jorge é bejense. Nuno é tripeiro de gema... perdão, portuense. Desse feliz acaso resultou irem tentar a sorte num concurso de bandas no Hard Club, em Vila Nova de Gaia. Já lá vai mais de uma década desde que o par de “virgens” apareceu em palco, entremeado com bandas de rock, metal, pop e electrónica, munidos apenas de guitarras acústicas e vozes a trautear cantigas de sabor português. Ficaram em segundo lugar, mas Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, veteranos nas andanças musicais, faziam então parte do júri e viram ali valor.

 

A relação amorosa ganhou assim novos contornos, numa viagem de vários anos, desbravando caminho, definindo direcções certeiras, apurando canções e histórias com melodia. Nuno, o instrospectivo cauteloso, e Jorge, o sátiro boémio, saíram do anonimato alentejano, meteram-se numa alhada criativa e deram o salto para a gravação de um álbum, pela mão de Hélder Gonçalves. Um salto arriscado, mas bem-sucedido.

 

O primeiro álbum dos Virgem Suta viu a luz do dia em Junho de 2009, prometendo grande folia logo à partida com o single de apresentação, “Tomo Conta Desta Tua Casa”. A promessa foi cumprida e os dois moços cantadores e tocadores de guitarra ergueram o seu copo de vinho pelos palcos desse país fora, quais jograis em busca de tabernas e histórias rocambolescas. Desse álbum sairíam autênticos hinos à boa vida e ao sonho com “Dança de Balcão”, elogios à saudade da “Vovó Joaquina” ou refrões contra o comodismo com a “Mula da Agonia”. Toda a gente passou a gostar um bocadinho mais de Beja, mesmo quem nunca lá tinha ido.

 

Em Abril de 2010, e já com muitos quilómetros percorridos pelos caminhos de Portugal de guitarras a tiracolo, os Virgem Suta reeditaram o álbum de estreia. Desta feita, com algumas “guloseimas” para os fãs como dois temas novos ("Tanto por Dizer" e "Menina Princesa") e um DVD com oito músicas gravadas na Galeria do Desassossego, em Beja. Durante esse ano o duo alentejano viveria alguns grandiosos momentos em palco, como o facto de terem ido ao Festival Sudoeste ou de terem sido uma das bandas sensação das últimas edições do Festival Delta Tejo, em Lisboa, onde actuaram com Manuela Azevedo, dos Clã. Em palco, os Virgem Suta tocam com diversos músicos e amigos: Nuno Rafael (Sérgio Godinho e Humanos), Sérgio Nascimento (Sérgio Godinho, David Fonseca e Humanos), João Cabrita (Sérgio Godinho) e Hélder Morais.

 

2010 foi também o ano em que os Virgem Suta viram o seu mérito reconhecido com uma nomeação para Melhor Grupo Nacional no âmbito dos Globos de Ouro, a par de Xutos & Pontapés, Oquestrada e projecto Hoje. Levaram ainda a portugalidade musical até Pécs, na Hungria, onde participaram no Festival Europemania.

 

Na recta final de 2010, o duo lançou uma nova edição do primeiro álbum, juntando-lhe uma versão do tema “Linhas Cruzadas” enriquecida pela voz de Manuela Azevedo. Estava dado o mote para mais uma série de concertos, de entre os quais se destaca o espectáculo no São Jorge, em Lisboa, mas não se esgotando aí. Pegar na bagagem e meter os pés à estrada faz parte do ADN dos Virgem Suta, e em 2011 a banda continuou a marcar presença tanto em semanas académicas como em festivais e festas de Verão de públicos inesperados, sempre com muito calor humano e espírito festivo envolvidos. Festival do Crato, Festa do Avante e a Virgem Suta Tour por várias cidades, com o apoio da Rádio Comercial, marcaram a história dos Virgem Suta antes do regresso ao estúdio para gravar novas canções.

 

Três anos depois de se terem revelado a Portugal e ao mundo, com várias mãos-cheias de histórias observadas, vividas e impressas na memória, os Virgem Suta trazem-nos um segundo disco. Um “Doce Lar” que é o seguimento mais que lógico do álbum de estreia, e no qual o duo mostra como tem olho para cozinhar música com matéria-prima de qualidade, dando-lhe a dose certa de tempero criativo, irónico e sentimental. Tudo isto, no mesmo prato. Nada como provar!

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