Bild Zero

Artistas e Bandas Nacionais

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Biografia

Os Blind Zero são Miguel Guedes (voz), Nuxo Espinheira (baixo), Pedro Guedes (bateria), Vasco Espinheira (guitarra) e Pedro Vidal (guitarra).

 

Os Blind Zero nasceram em 1994, numa daquelas salas de ensaio ou numa daquelas garagens. O seu primeiro EP “Recognize” (1995) esgotou em apenas nove dias e tornou-se uma peça de colecção. O álbum “Trigger” (1995), primeiro trabalho de originais, produzido por Ronnie S. Champagne (produtor de Los Angeles que havia trabalhado com bandas como Jane´s Addiction, Alice in Chains, Remy Zero e Deconstruction) teve o condão de agitar o panorama musical português de uma forma que poucos poderiam prever. Foi o primeiro disco de Rock de uma banda portuguesa a atingir o galardão de disco de ouro. O ano de 1996 revelaria uns novos Blind Zero: “Flexogravity” (EP), um disco com muito de experimental e de fusão, partilhado com a banda de Hip-Hop “Mind da Gap”; Rock, Hip-Hop, Industrial, Trip-Hop, Cabaret. Esta junção, surpreendente e inovadora para muitos, foi reconhecida como o EP do ano. Era altura para um formato mais acústico. “Transradio”, um dos primeiros Enhanced CD (CD Extra) europeus, traz-nos o lado mais introspectivo dos Blind Zero, conjuntamente com muito material interactivo. Gravado ao vivo na Antena 3, transporta-nos para o lado de dentro das canções, mutuando-as de encontro à sensibilidade de quem as criou e recriou. Meses mais tarde, foram convidados para participarem no SCYPE (“Song Contest for Youth Programs in Europe”), festival que reúne bandas de todo o continente europeu. Gravando propositadamente um novo original (“My House”), ganharam o concurso.

 

Dois anos após a edição do seu primeiro álbum, os Blind Zero começam as sessões que resultariam em “Redcoast” (1997). “Redcoast” é mais do que Rock; é uma mistura de ambientes, sons, emoções e, mais importante que tudo… boas canções. Este novo disco foi produzido por Michael Vail Blum (produtor norte americano que já havia deixado a sua marca em bandas e artistas como os Suicidal Tendencies, Madonna, Roxy Music, 3T, Tura Satana, Goo Goo Dolls, Jewel). “Redcoast” foi masterizado nos estúdios da Sony Music/New York por Mark Wilder, recentemente galardoado com um Grammy Award.

 

 

Em 1998, depois de “Redcoast”, gravaram com Mário Caldato o tema “The Wire”. Conhecido por produzir artistas como: Beck, Beastie Boys, Money Mark, emprestou os seus créditos ao projecto “Tejo Beat” (98), disco que reuniu algumas das mais relevantes bandas do meio musical português num único e irrepetível trabalho de originais.

 

 

Em 1999, os Blind Zero passam grande do tempo a escrever novas canções para o seu terceiro trabalho de longa duração.

 

 

Em 2000, resolvem entrar em estúdio para gravar “One Silent Accident”. Neste disco, trabalharam com o produtor nova-iorquino Don Fleming (Sonic Youth, Hole, Posies, Screaming Trees, Teenage Fan Club, Gumball, Alice Cooper…). Um disco intemporal: a subtileza e encantamento de “Another One” e “Lately”, a contemporaneidade de “Daily Matters”, a corrente lenta e espessa de “Seeds”, a emoção forte de “Then You Wait”, a urbanidade psicadélica de “Lowstreetsidewalksequence” e a raiva incontida de “Hell Around”.

 

 

Em 2002, gravam um dos mais emblemáticos temas de David Bowie: “Heroes”. Neste registo, reflectem a sua visão pessoal sobre duas pessoas separadas pelo Muro de Berlim que juram encontrar-se no topo deste. Assumindo o risco.

 

 

Os Blind Zero escolheram o mês de Janeiro de 2003 para o início das sessões de gravação do seu novo disco de originais. “A Way to Bleed your Lover”, com produção de Mário Barreiros (Clã, Ornatos Violeta, Pedro Abrunhosa, entre outros), marca a entrada de um novo elemento para a banda, Miguel Ferreira. Com participações de Jorge Palma e Dana Colley (Twinmen/ex-Morphine), este disco é o reflexo de um novo momento. Um novo imaginário, atitude e um enorme passo em frente na direcção do que de mais profundo se pode resgatar da melhor tradição de escrita de canções. Simultaneamente, um outro mapa sonoro, que substitui a aridez do anterior registo por ambientes mais planantes e trilhos sonoros mais densos e complexos, onde as emoções e as personagens estão, mais do que nunca, no limite, no reflexo da pele, entre o negro e as estrelas. Em Maio, os Blind Zero são convidados pela MTV para realizar, em Milão, um “MTV Live”. A transmissão deste concerto teve honras de abertura no lançamento da MTV Portugal. Depois de muitos concertos em grandes espaços (onde se destaca o memorável concerto do Festival Sudoeste, com a presença em palco de Jorge Palma), os Blind Zero encetam a “Tour de Force”, uma Tour em pequenos espaços pelas dezoito capitais de distrito do País, reinventando todo um circuito que se encontrava aparentemente adormecido. Tocando olhos nos olhos, em concertos íntimos e absolutamente únicos.

 

Quase no fim do ano, na cerimónia de entrega de prémios do MTV Europe Music Awards 2003, realizada em Edimburgo, os Blind Zero vencem a categoria “Best Portuguese Act”. Foi a primeira vez que a MTV atribuiu um prémio a uma Banda portuguesa.

 

Em Dezembro, “A Way to Bleed your Lover” foi considerado o disco do ano por parte da imprensa especializada. Os Blind Zero foram, também, eleitos a melhor Banda ao vivo do ano.

 

 

Em 2004, os Blind Zero comemoraram os seus 10 anos de percurso, celebrando o acontecimento no Porto, no mês de Março, com um “Concerto especial 10 anos”, onde para além de uma envolvência única e de diversos convidados especiais, puderam ser ouvidos temas nunca ou raramente tocados pela Banda, num espectáculo irrepetível.

 

 

Ano de 2005: o ano de “The night before and a new day”. Cinco álbuns depois, os Blind Zero decidiram abrir definitivamente as portas e deixar entrar a luz. De forma despretensiosa, sem reservas, como que absorvendo simultaneamente a claridade criativa que sopra do exterior e a luminosidade que emana de um colectivo assumidamente virado para uma nova etapa. “The night before and a new day” (2005) carrega em si mesmo um brilho indisfarçável. Conserva resquícios da intensidade relacional e do precipício psicológico de outras eras, mas aponta o caminho da redenção, da liberdade, da luz. É precisamente esse percurso gradual, em crescendo, que somos convidados a trilhar. À medida que o disco avança, à medida que os temas vão ficando para trás, somos arrancados à vertigem bloqueadora da escuridão e conduzidos à tona. O ar renova-se a cada faixa, o desejo rompe o compromisso e uma aura pacificadora emerge, na esperança de que o dia seguinte extinga as manchas do anterior.

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